Tenho de reconhecer que tenho andado um bocado ausente (o “um bocado” foi só para desculpar), mas hoje resolvi vir escrever algo para a posteridade.
E resolvi escrever sobre o que penso.
Em tantas coisas que se passam à nossa volta, nunca somos ouvidos e em inúmeras vezes gostaria que me entrevistassem para que pudesse expressar o que penso sobre os mais diversos assuntos.
Hoje resolvi escrever sobre política, Portugal e os portugueses.
Neste país da era Sócrates, as contestações (as maiores) sobre a política de educação e de saúde, o popularismo dos tais políticos com quem não posso e a posição da comunicação social, acho que merecem que exprima a minha opinião.
Não posso concordar com imensa coisa que o nosso primeiro, e a sua equipa, faz, mas uma coisa me agrada imenso: é que fazem.
Na política da saúde penso que é impossível haver cuidados de saúde de urgência em todos os lugares, mas que será muito importante que todos tenham acesso a eles.
Quando aqui há muitos anos o Joaquim Agostinho morreu porque teve de ser transportado por estrada para Lisboa já que não havia cuidados de neurocirurgia no Algarve, eu coloquei a questão do motivo pelo qual não veio Lisboa até ao Algarve, ou seja porque motivo não veio a equipa de neurocirurgia até um hospital do Algarve e a operação foi aqui realizada, poupando o doente ao longo caminho.
Hoje esse problema parece-me estar sanado pois em caso de necessidade o transporte é feito de helicóptero, de forma célere.
Contudo mantém-se a necessidade de as pessoas certas com o material necessário irem ao necessitado e nestas situações tempo não é dinheiro é vida. Assim não é possivel haver médicos e pessoal de saúde em tudo o que é unidade de saúde com capacidade de prestarem socorro a quem efectivamente precisa dele e se encontra em risco de vida, pelo que acho preferível a distribuição de unidades moveis em numero suficiente pelo país, equipadas com material adequado e tripuladas por pessoal experiente, e apoiadas por unidades médicas.
É bonito que as populações se manifestem contra o encerramento dos postos médicos onde iam por tudo e por nada, às horas que mais lhes apetecia, e é apetecível aos senhores de política aparecerem na comunicação social a não dizerem nada e a procurarem unicamente ser populares.
Depois há a política de educação.
Ainda não consegui perceber qual o problema dos professores em serem classificados. Será que se julgarão soberanos, isentos de reparo e que a simples função de ensinarem os torna super sumos da matéria, inigualáveis comunicadores e que se os alunos não assimilam a matéria é porque são burros?
Reconheço que dificilmente o Sócrates poderia arranjar pessoa com menos capacidade de comunicação e demonstração de conhecimento dos problemas do meio para o lugar de ministra da educação, mas a política... e não esquecer que os alunos de hoje são o futuro deste país quer em mão de obra quer em dirigismo e governantes
E assim vai Portugal
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